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Secretário da Sedam reorganiza órgão após ação policial contra crimes ambientais em RO

O novo secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Renato Silva, informou que está organizando a pasta após a Operação “Pau Oco”, da Polícia Civil, que resultou na prisão do secretário e do adjunto do órgão que o antecederam. Para a Rede Amazônica, Renato informou que trabalha para que a casa volte à normalidade o mais rápido possível.

“O governador [Daniel Pereira] pediu para que trabalhemos nesse sentido. As licenças ambientais já estão aptas para começarem a ser emitidas”, disse. Ele afirmou também que um levantamento interno apura o que precisa ser reestruturado na secretaria.

No início do mês, uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público de Rondônia investigou a suspeita de fraudes na liberação de documentos florestais. O ex-secretário da Sedam, Hamilton Santiago, e o adjunto, Osvaldo Pitalluga, foram presos. Ambos já estão em liberdade e negaram as acusações.

A Polícia Civil ainda prossegue com as investigações ouvindo depoimentos e analisando as licenças ambientais já expedidas.

Hamilton Santiago (de colete a prova de balas) e Osvaldo Pittaluga, secretário e adjunto da Sedam, respectivamente, foram presos durante a Operação Pau Oco. —

Conteúdos da investigação que resultaram na Operação Pau Oco mostram como a organização criminosa agia dentro da Sedam. O esquema criminoso, segundo o MP-RO, favoreceu um grupo de madeireiros no interior do estado. Conforme as apurações, o grupo contribuía para um esquema de extração ilegal de madeiras, sem qualquer verificação prévia em áreas florestais de jurisdição estadual.

Dentre os apontados estão o ex-secretário e o ex-adjunto da pasta, um assessor do atual governador, além de outros funcionários de setores estratégicos da Sedam. Todos eles são suspeitos de lavagem de capitais, crimes contra a administração ambiental e falsidade ideológica.

No total foram cumpridos seis mandados de prisão, 10 de afastamento da função pública e outros 15 de busca e apreensão. As ações da organização envolviam lançamentos de informações falsas em documentos e sistemas públicos, além de tomadas de decisões.

O funcionamento da engrenagem por trás da extração ilegal de madeira tinha início com os donos da empresas beneficiadas. Eles enviavam um requerimento via sistema para que as autoridades da Sedam autorizassem a extração de madeira de áreas sem plano de manejo e, em alguns casos, tentavam reaver licenças vencidas ou novas licenças mesmo as empresas estando em situações irregulares.

FONTE:G1-RONDÔNIA

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