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Robôs desenvolvidos por estudantes duelam durante competição de robótica na Infoparty

Ao meio dia e 40 minutos de domingo, as equipes Ubuntu [Colégio Classe A], Rondobot [Instituto Federal de Rondônia] e Magnus [Escola Estadual Barão do Solimões] subiram ao pódio para receber medalhas de campeões nas competições de robótica da Infoparty.

Numa espécie de jogo amistoso dos robôs, o Psicodélico venceu o Bicho Monstro.

Ambos perderam rodas, e assim, o tablado carinhosamente preparado, assepsiado e brilhoso, não propiciou o melhor embate entre os dois competidores. Tiveram que trocá-lo por outro, à altura do desfalque eletrônico.

Entre a madrugada e a manhã de domingo 90 finalistas de seis escolas se ajoelharam no tablado de sumô de robôs, diante de juízes e organizadores isolados por uma corda da ruidosa torcida que os assediava aos gritos.

A fisionomia e o envolvimento dos alunos de seis escolas sintonizadas com a programação evidenciam uma próxima “fornada” de novos talentos nessa área. “Eu acompanho o que se passa nos laboratórios de algumas indústrias, sei das dificuldades das escolas que ainda não dispõem nem de laboratórios de química, mas vou em frente e quero trabalhar com eletrônica avançada”, disse Neusa Galdino Freitas, 21.

Em 2013, ela se mudou de Presidente Médici, na BR-364, para Porto Velho e quer se juntar a grupos “que não abrem mão da entreajuda e da aprendizagem”.

Bem próximo ao tablado, o aluno Rian Antonio do Amaral Balestrini, 14 anos, do Colégio Tiradentes da PM em Jacy-Paraná acompanhou cada movimento dos robôs. Ele é autor de um sistema de irrigação automatizado [com energia elétrica ou bateria] que mede a umidade do solo e contribui com o uso mais racional da água, evitando desperdício.

O investimento governamental em robótica começou em 2013, privilegiando a ciência aplicada, lembrou a superintendente estadual de assuntos estratégicos, Rosana Souza.

Ao som de música eletrônica, finalistas celebraram os colegas vencedores. Primeiramente na sala apertada, onde na parede se lia um banner com os dizeres: “GP Mecatrônica – Grupo de Pesquisa em Robótica Educacional e Internet das Coisas”, mencionando o patrocínio do Ifro e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Depois, no palco principal.

“Essa febre da corrida por novas tecnologias digitais para satisfação pessoal ou negócios é fundamental para despertar o interesse deles por ciências exatas”, destacou Rosana.

Segundo ela, a participação de escolas de Ariquemes, Jacy-Paraná e Pimenta Bueno reforçou o papel dos estabelecimentos de ensino da Capital. “Mas o que surpreendeu e nos entusiasmou também para projetar a feira de 2017 foi a considerável participação de muitos competidores free”, assinalou Rosana.

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Alunos de Altas Habilidades, supervisionados pela professora Lucy Mara, na Escola Barão

ALUNOS CENTRADOS

Geralmente, o primeiro lugar se destaca em todas as entrevistas da mídia. Em robótica, a terceira colocação desta vez conta mais, pelo fato de ser uma escola pública porto-velhense que inteirou cem anos em 2015, sempre revelando talentos.

A Escola Barão do Solimões também incorporou alunos do Colégio Tiradentes da Polícia Militar.

Outras escolas públicas fizeram bonito: Petrônio Barcellos, São Luiz e Anísio Teixeira. A São Luiz [Bairro JK II] escreveu o slogan nas camisetas: “O limite é a imaginação”.

“Buscamos o enriquecimento de informações e a valorização de talentos”, comemorou a coordenadora da Sala de Recursos de Altas Habilidades na Barão, professora Lucy Mara Camacho.

Referia-se aos integrantes da equipe Magnus: Geovanna Dayse Candeia Palácio, Gustavo Augusto Ortiz e Stênio Silva de Castro, todos com 14 anos. No de setembro eles sagraram-se campeões da Olimpíada Brasileira de Robótica na região de Porto Velho.

Aluna do Colégio Tiradentes, atualmente Geovanna pesquisa o atendimento a pessoas habilidosas no âmbito escolar da Escola Barão. “Meu trabalho objetiva identificá-las em escolas públicas, para que desenvolvam seu potencial na área de sua atuação”.

Ela veio da área de ciências humanas para a robótica, mas na hora da escolha, futuramente, dirá que pretende estudar Direito. “Quero ser juíza”, revelou.

Geovanna fez curso online de metodologia científica, recebendo orientação da professora Lucy Mara.

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Alunos da Escola São Luiz, do Bairro JK II

Em Porto Velho, professores do Ifro explicam desde a Olimpíada Brasileira de Robótica de 2014, que o aprendizado nas escolas estimula as crianças do ensino fundamental e os jovens secundaristas a investir nas carreiras científicas e tecnológicas.

Ao mesmo tempo, proporciona o fomento à disciplina e ao trabalho em grupo, sob a supervisão de professores igualmente interessados pela área.

Assim se formam os denominados agentes multiplicadores do conhecimento. Robôs mostrados na Olimpíada no Ifro, dois anos atrás, simulam a identificação e resgate de vítimas em casos de acidentes naturais, entre os quais, desmoronamentos e terremotos, em áreas de difícil acesso, onde o ser humano chega com dificuldade.

Esses robôs contornaram obstáculos, identificaram, resgataram e transportaram vítimas para local seguro.

Veja a galeria de fotos.

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Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Ademilson Knightz
Secom – Governo de Rondônia

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