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Quadrilha especializada em lavagem de dinheiro tinha ajuda de bancário para realizar grandes saques em RO, diz PF

As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que a quadrilha especializada em lavagem de dinheiro, evasão de divisas e transações financeiras não autorizadas que movimentou pelo menos R$ 20 milhões no período de um ano e meio, contava com o suporte de um bancário para sacar grandes quantidades de dinheiro em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho.
PF investigou quadrilha durante um ano e meio na região de fronteira com a Bolívia. Conforme as investigações, o funcionário de uma agência bancária do município, que não teve o nome e nem o local de trabalho divulgados, era uma das principais peças de suporte da quadrilha.

Ele seria o responsável por fazer saques escondidos de grandes quantias, o que não é permitido pelo banco, já que existe um limite para fazer esse tipo de procedimento. Ainda segundo a PF, o bancário não foi preso, mas foi intimidado para prestar depoimento e também acabou sendo afastado temporiariamente da função.

Operação da PF

Nesta quinta-feira (26) foi deflagrada a Operação “Câmbio Guayará”. Segundo a PF, um grupo criminoso atuava na região de fronteira com a Bolívia movimentando grandes valores. Os suspeitos combinavam as ações e agiam através de um grupo no WhatsApp, que originou o nome da investigação.

No grupo do aplicativo, os integrantes compartilhavam informações e negociavam o câmbio de moedas estrangeiras por um valor abaixo do que é negocionado no mercado internacional.

A PF cumpriu nove mandados judiciais, sendo quatro de prisão e cinco de busca e apreensão. Três pessoas foram presas e um homem está foragido. As investigações sobre o caso duraram um ano e meio e neste período a quadrilha movimentou o dinheiro em contas próprios ou em contas de “laranjas”.

Os investigados ostentavam uma vida de luxo, totalmente incompatível com a realidade financeira, já que não possuiam trabalho formal ou alguma fonte de renda legal.

Um dos principais pontos de fiscalização foi o Porto Oficial de Guajará-Mirim, onde os criminosos costumavam agir e fazer a travessia de altos valores em espécie.

 

FONTE: G1- RONDÔNIA

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