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Público da Infoparty vibra com histórias do jovem que revolucionou compra de material escolar pela internet

O público vibrou com o jeito do alagoano Davi Braga, 15 anos, que andou de um lado para outro no palco, sentou-se com pernas cruzadas, exibindo na tela trechos de reportagens e palestras que fez em outras cidades brasileiras e sul-americanas.

“Quem aqui está desempregado? Quem aqui está conformado com o emprego público? Quem aqui quer ganhar dinheiro montando o negócio?”, provocava sucessivamente.

No final, mesmo ultrapassando o tempo de fala, ele respondeu a perguntas de pessoas interessadas em iniciar algum tipo de empreendimento. “Eu saio daqui disposto a montar alguma coisa parecida com essa venda de cadernos e outros materiais”, comentou João Simplício Fernandes, 24, satisfeito com o que ouviu.

Essa foi a reação da maioria das pessoas presentes – e algumas confessaram o desemprego – ao pátio da Escola Estadual Major Guapindaia na tarde de sábado, na estreia da série de palestras da Feira Infoparty.

A superintendente estadual de assuntos estratégicos, Rosana Souza, destacou a qualidade das palestras e a guinada do governo rumo ao aquecimento do debate a respeito do uso de novas tecnologias digitais e da fibra ótica.

“Recebemos elogios, porque o Davi falou não apenas para candidatos a empreendedores, mas transmitiu otimismo e deu  lições aos próprios empreendedores já experimentados; foi o maior públicoda feira”, ela disse.

O jovem empresário alagoano notabilizou-se ao criar e difundir uma startup de venda de material escolar pela internet, em Maceió. Ele contou sua história com versatilidade e cativou o público – mais de 500 pessoas no pátio da Escola Estadual de Ensino Médio Major Guapindaia.

Davi

Davi criou aplicativo de venda de materiais escolares

 

Startup é uma organização formada para a busca do modelo de negócios escalável e repetitivo.

Para esse evento que durou 24 horas, de sábado a domingo, foram organizadas seis salas simultâneas, mais o espaço central e o espaço Coliseu [palco de jogos eletrônicos].

“No meio do público aficionado notei até a presença de um juiz de direito”, ela disse da manhã de domingo ao avaliar a qualidade da feira.

Segundo o gestor público na Seae, Bruno Pinheiro, 200 computadores funcionaram no Coliseu [espaço da competição de games, no ginásio de esportes], além do que o público levou: notebooks, smartphones e tablets.

“Cada escola tem sua lista; nós temos todas” – foi o mote publicitário de Davi Braga.

Até o ano passado, o aplicativo O List-it conquistou mais de três mil clientes ativos. Com ele, uma loja parceira se torna responsável por juntar todos os itens da lista e entregar para o cliente. A loja fica com 90% do valor da venda, e os outros 10% vão para David e seus sócios.

O modelo facilita a compra sem que as pessoas precisem ir às livrarias e papelarias. “Basta preencherem os campos com o nome do colégio e a série do aluno, que todos os itens aparecem assinalados”, explicou.

“Em cinco minutos, os pais compram o que poderiam levar dias. Escolhem a capa do caderno, o tipo de borracha, entre outros detalhes”, disse.

Entre as façanhas do início de suas investidas empreendedoras, ele contou que a diretora da escola o repreendeu por vender cupcake aos alunos. A produção ocorreu em sociedade com a irmã. Ela fabricava, ele vendia.

“Repreendeu e proibiu a venda, aí eu passei a vender o produto na porta da escola e o entregava lá dentro. Depois, descobri que ela lançou a proibição porque eu estava tirando lucro da cantina do colégio, que era administrada pelo marido dela”, disse.

Mas o terreno de Davi não teve apenas sucessos. Ele já faliu uma vez. Não teve capital para repor estoques de chicletes americanos, e sem o produto nas mãos, perdeu fregueses.

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Público atento à palestra do jovem empreendedor alagoano

“Sou empreendedor desde que me entendo por gente”, disse. A família segue sua sina: o irmão de Davi criou em Maceió o maior site para venda de ingressos online do Brasil, e a irmã especializou-se em receitas culinárias.

Davi dialogou com a plateia e brincou a respeito do empreendedorismo. “Eu às vezes paro pra pensar e me deito na cama com vontade de ganhar dinheiro”, repetiu algumas vezes.

Narrou também um dos seus motes preferidos em palestras feitas até na Colômbia, para as quais estudou espanhol. “Em casa, nunca existiu essa coisa de meus pais perguntarem para nós o que queremos ser quando crescermos; lá funcionou assim: o que você quer ser agora?”.

Em Maceió muitos pais confiaram-lhe a organização de muitas festas de 15 anos de filhos. Bem cuidadoso, para não generalizar, Davi disse que eles lhe respeitaram porque “organizava festas sem drogas, o que é muito comum atualmente, em diversas cidades e capitais”.

Em consequência disso, ele também incursionou no ramo de turismo. “Embarquei 150 meninos num pacote de viagem para Orlando, Nova Iorque e Caribe, mesmo em período de crise econômica”, orgulhou-se.

Veja a galeria de fotos.

O QUE A FEIRA APRESENTOU

As palestras estenderam-se até a noite:

Processo criativo para Mobile, por Edson Luiz Barbosa de Souza
Startup sem fronteiras, por Maria Conceição Costa.
Inovação tecnológica voltada para negócios, por José Armando Bueno.
Docker e microsserviços, por Rousseau Braga.
Como selecionar e gerir uma equipe para sua startup, por Daniel Goettenauer Coimbra de Oliveira.
Gerência de log com graylog, por Cayton Guimarães Cova dos Santos.
A evolução da comunicação através do videogame, por Santiago Roa.
Hackeando o espaço urbano, por Leonardo Lima.
Arte digital, por Vitor Napoleão Reis.
Oportunidades, inovação e educação empreendedora para startups, por João Kleper.
Uma introdução à aprendizagem de máquina utilizando tensorflow, por Claiton Santos.
Processo inovativo de uma startup, por Heygler de Paula.
Infovia e ambiente de negócios, por Fábio Folly (Detic).
SQL Server 2016, por Roberto Fonseca (MVP-Microsoft).
Você no mundo sem emprego, por Carlos Henrique da Costa.
Como agregar valor ao seu produto, por Wolney Ricardo.
Cybersegurança, por Cleber Ribas de Oliveira.
Arte grafite, por Gaspar Knyppel.
Standup comedy, por Magno Leonello.
Tecnologias para viagem a Marte, por Sandra Maria Feliciano da Silva.
Migração de bancos para o SQL Azure Database, por Roberto Fonseca (MVP-Microsoft).

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Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Ademilson Knightz
Secom – Governo de Rondônia

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