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Mês da Consciência Negra em Rondônia é aberto com conscientização de estudantes; programação segue até final do mês

Estudantes do 6° ano do Instituto Estadual Carmela Dutra foram o público-alvo da palestra de abertura da programação especial sobre Consciência Negra preparada pelo Governo de Rondônia e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Cepir). As comemorações fazem alusão ao dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e que marca também a morte de “Zumbi dos Palmares”, símbolo da resistência do negro contra a escravidão.

‘‘20 de novembro é um dia de reflexão sobre as conquistas, mas também de que a gente precisa avançar mais. Temos uma política pública formada, mas é preciso fortalecer ela. É preciso respeito à diversidade. Temos muito a conquistar ’’, afirma a secretária de Assistência e do Desenvolvimento Social, Hérika Fontenele, que também é presidente do Cepir-RO.

Para a coordenadora estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos Jane Freitas, a presença de estudantes em debates como este é fundamental para o enfrentamento do racismo. ‘‘O importante é que vocês levem essa mensagem para a escola, para a família de vocês e sejam protagonistas em dizer não ao preconceito’’, destaca.

PALESTRA

‘‘Afirmativas da Igualdade Social’’, esse foi o tema da palestra de abertura do mês da Consciência Negra em Rondônia. O palestrante convidado foi professor de filosofia e pesquisador sobre África e afrodescendência Everaldo Lins que saiu do município de Rolim de Moura e esteve na Capital para levar esclarecimentos aos estudantes.

Representantes de movimentos negros estiveram presente no evento

Representantes de movimentos negros estiveram presente no evento

‘‘Existe um movimento em nosso país de valorização da cultura negra. O Brasil é considerado o país fora da África com maior população de negros. Mais de 50% da população é afrodescendente ou é negra, então cada vez mais há essa necessidade dessas ações afirmativas. Existem conquistas sim; Rondônia, por exemplo, é um estado que se destaca porque existem pesquisadores negros nas universidades, representantes na Seduc e no próprio governo, porém há alguns reparos a serem feitos’’, afirma Lins.

DESAFIOS

Representantes de movimentos negros do Estado também estiveram presentes no evento em alusão ao Novembro Negro. ‘‘O negro não tem que ser lembrado apenas neste mês, mas é importante que haja uma reflexão sobre a história de luta dos negros que saíram da África e resistiram à escravidão no Brasil. Conheçam a verdadeira história do negro, vocês que tem acesso a internet, pesquisem’’, alerta a representa do Movimento Negro em Porto Velho Ana Maria.

O caminho para se alcançar a igualdade entre os povos ainda é considerado longo. ‘‘Nada melhor do que buscar em vocês [estudantes] o combate à desigualdade. É preciso que a intolerância seja banida. Ainda existe muita falta de respeito, muito preconceito. O Estado de Rondônia, o Brasil é um mistura de povos que precisam conviver em harmonia’’, afirma mãe Ilda, representante de comunidades de terreiros de Porto Velho.

De acordo com secretário de Assistência Social de Porto Velho, Solano Ferreira, ainda é preciso avançar mais na valorização do negro. ‘‘O Brasil é um país de mistura de raças e há de fato uma diferenciação da raça negra e é com ações como essa é possível aperfeiçoar e ampliar o discurso para o todo o Estado em busca da igualdade. É preciso viver em harmonia para termos uma sociedade mais justa e humana’’, disse o secretário.

CONSCIENTIZAÇÃO

Atentos a cada nova informação, os alunos desvendavam mais sobre a história e cultura do povo negro através da palestra do professor Everaldo Lins. ‘‘Eu aprendi muitas coisas que eu não sabia. Eu pensava que a África não tinha tantas coisas porque o povo fala que eles são pobres, que as pessoas morrem de fome, mas entendi que eles têm a cultura deles assim como temos no Brasil’’, conta a estudante Luciana da Silva.

Os estudantes estiveram na solenidade de abertura do evento acompanhados da professora de história Aurimar Lima e o professor de geografia Cleiton Aparecido. Para os educadores, o evento foi uma oportunidade de ampliar o conhecimento dos alunos quanto à história da África, da cultura e resistência do povo negro.

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira – 4/11

14h – Mostra de vídeo

Local: Escola Estadual Governador Petrônio Barcelos, rua Alexandre Guimarães, 3862, Nova Porto Velho.

Segunda-feira – 7/11

14h – Mostra de vídeo

Local: Escola Estadual Castelo Branco, av. Farquar, 2627, bairro Panair

Quarta-feira – 9/11

14h – Mostra de vídeo

Local: Escola Estadual José Otino de Freitas, rua Cassiterita, 350, Conj. Mal. Rondon

Sexta-feira – 11/11

19h – Mostra de documentário e roda de conversa sobre comunidades de terreiros de Rondônia

Local: Casa do Pai Wagner – zona Leste

Quarta-feira, 16/11

13h30 – Roda de conversa com tema ‘‘Injúria Racial e Racismo’’.

Local: Biblioteca Municipal Francisco Meireles – Centro

Quinta-feira, 17/11

9h – Fórum de debate sobre ‘‘Mulheres negras em movimento’’

Local: Município de Cacoal

Sexta-feira, 18/11

14h – Mostra de vídeo

Local: Escola Estadual Risoleta Neves, rua Edite Feitosa, 8188, Tancredo Neves.

 Sábado, 19/11

16h – Marcha Zumbi contra a discriminação racial, racismo e intolerância religiosa

Local: Concentração no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Domingo, 20/11

16h – Atividades Zumbi cultural –  Comidas típicas, apresentações de capoeira; danças afro; oficina de cabelo afro; samba; reggae e hip hop.

Local: Espaço Alternativo


Fonte
Texto: Vanessa Moura
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia.

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