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Implosão ou explosão: o que pode ter acontecido com o submarino argentino desaparecido?

Cerca de duas semanas após o desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan, com 44 tripulantes a bordo, não há qualquer sinal de sua localização e apenas hipóteses do que possa ter ocorrido. Nesta terça-feira (28), o porta-voz da Armada Argentina, Enrique Balbi, afirmou que a investigação sobre as causas muda de acordo com os índicos que se apresentam.

A Marinha já falou em uma implosão da embarcação, e hoje explicou que trabalha também com a hipótese de uma explosão causada por hidrogênio.

Em entrevista ao UOL, o professor da Escola Politécnica da USP, Gustavo Roque da Silva Assi, explica que não é possível distinguir os dois tipos de incidente por meio do ruído identificado pelos microfones das estações hidroacústicas. “Dentro d’água, tanto a implosão quanto a explosão fazem ruído altíssimo, mas não é possível distinguir qual dos dois ocorreu, só é possível saber que aconteceu alguma coisa catastrófica, que destruiu a estrutura”, analisa Assi.

Em seu último contato, o submarino reportou uma falha nas baterias, um curto-circuito seguido de um princípio de incêndio causado pela infiltração de água.

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A Marinha argentina afirmou nesta terça que, se ocorreu uma explosão –de dentro para fora da embarcação–, uma das hipóteses é a de que ela tenha sido causada pelo acúmulo de hidrogênio, que acima de um certo percentual torna-se explosivo.

“Todas as baterias, incluindo as de automóveis, geram hidrogênio quando estão descarregando corrente elétrica. Quando elas estão sendo recarregadas, devem ser resfriadas com ventiladores especiais que necessitam do ar que vem do snorkel. Este hidrogênio é retirado por motores movidos a diesel e descartados pela via de escape”, explicou Balbi. Segundo ele, é desta forma que se impede a concentração de hidrogênio a níveis explosivos.

Mas em quais circunstâncias poderia ocorrer uma implosão, como já foi sugerido pela Armada argentina? O professor da USP explica que implosões ocorrem quando o submarino ultrapassa o seu limite de profundidade. As buscas concentram-se em uma região do Atlântico com profundidade entre 500 metros e até 1 km –ele desapareceu perto do talude continental, uma espécie de abismo no oceano. A profundidade nesta área é superior à capacidade de imersão do submarino, que é de 300 metros.
O submarino é projetado para suportar uma certa pressão de acordo com suas características, como o diâmetro da embarcação, a espessura das paredes e do tipo de aço do qual é feito. “Se ele passar da pressão determinada pelo projet… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2017/11/28/implosao-ou-explosao-o-que-pode-ter-acontecido-com-o-submarino-argentino-desaparecido.htm?cmpid=copiaecola.

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