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Hospital Regional de Buritis fez mais de 32 mil atendimentos a moradores da região; reforma vai ampliar capacidade

Com uma população de 36 mil habitantes no município, o Hospital Regional de Buritis realizou 32.930 atendimentos em 2015. É como se quase todos os moradores tivessem passado pela unidade. Isso porque a conta inclui pacientes de municípios próximos. A reforma e ampliação que estão em andamento, e que devem ser concluídas nos próximos meses, vão possibilitar serviços ainda melhores.

“Este será um ano diferente para nós”, comemora Danyelle Vasconcelos Soares, diretora do hospital. Enfermeira e com pós-graduação em saúde pública, ela conduz a unidade com várias responsabilidades.

Entre as missões da diretora, está, por exemplo, manter o atendimento ambulatorial e demais setores com os recursos disponíveis, ao mesmo tempo em que operários realizam as obras de reforma e ampliação.

Para manter o hospital funcionando, é necessário um gerenciamento atencioso e comprometido porque a demanda só cresce. E a normalidade é mantida a partir do contato direto com o engenheiro Tácio Soares, da construtora TF Engenharia, responsável pelo acompanhamento da construção.

A diretora conta que volta e meia é preciso bloquear uma ala para que os operários trabalhem sem perturbar os pacientes. Nos próximos dias, um serviço delicado será feito com um equipamento que produzirá muita poeira. Para esta etapa do trabalho será necessário montar uma estrutura para proteger os pacientes.

A obra já era para estar pronta. Mas, com pacientes recebendo atendimento, o cronograma foi se estendendo. A diretora não esconde que a demora preocupa. Gostaria que tudo estivesse pronto há muito tempo. Mas está satisfeita com a garantia de que a reforma está na reta final.

A reforma vai custar R$ 2,2 milhões. Dinheiro do governo de Rondônia. A cada etapa cumprida, engenheiros do Departamento de Estradas, Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER) avaliam a qualidade dos serviços e fazem a entrega formal para a direção da unidade.

Quando estiver pronto, o HRB receberá instrumental cirúrgico, mobiliário novo e equipamento hospitalar da melhor qualidade.

As instalações, agora, contam com necrotério, sala de estabilização ou sala vermelha, que é para onde são encaminhados os pacientes que dão entrada com ferimentos graves. Há, ainda, lavanderia e o centro cirúrgico de acordo com as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O setor de observação está sendo ampliado. A cozinha está sendo reformada e a sala de raios-x está sendo reativada, após cerca de 10 anos sem funcionar.

Tácio Soares destaca que trabalhar num hospital com os pacientes sendo atendidos é complicado, e retardar a entrega da obra é inevitável. “Evitamos fazer barulho. Parte dos trabalhos é feito à mão para não utilizar equipamentos que produzem ruído e poeira”, explicou.

Danyelle diretora do Hospital de buritis  (1)

Danyelle Vasconcelos Soares, diretora do hospital

Segundo a diretora do HRB, os atendimentos que exigem mais cuidados são os que decorrem de acidentes de trânsito e de trabalho. Nessa última categoria, estão inclusos os pacientes atingidos por árvores enquanto fazem derrubadas. Pacientes que necessitam de tratamento ortopédico chegam a 41% do total de serviços prestados.

A sobrecarga no ambulatório ocorre porque moradores das regiões próximas confiam mais no hospital regional que nas unidades básicas de saúde de seus municípios. Isso eleva a densidade populacional sob responsabilidade da unidade para 50 mil habitantes.

Os relatórios apontam que mais de 84% dos atendimentos que deveriam ser feitos pelo município de Buritis desaguou no ambulatório do HRB.  “Sei que os prefeitos se esforçam para fazer a parte deles, mas não é fácil”, comentou Danyelle.

SUPORTE

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) oferece suporte quando é acionada. Nos últimos meses, 10 pacientes foram transportados em UTIs aéreas para Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho.

Danyelle disse que a melhor fase do HRB acontece com a intervenção do governador Confúcio Moura. “Quando era deputado, providenciou melhorias para cá. Agora, faz muito mais. Ele é médico e compreende a importância desta unidade para a população daqui”, afirmou.

Com demanda tão robusta, o hospital atua com 136 servidores e 18 médicos. Funciona com 32 leitos de internação e 10 de observação, além do ambulatório.

“Aqui temos servidor que é servidor mesmo. Não negamos atenção a ninguém”,  assegurou Danyelle, enquanto distribuia orientações e acompanhava o trabalho dos pedreiros.


Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia.

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