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Falso médico usa dados de hospital público e tenta aplicar golpes em RO

Vítimas seriam familiares de pacientes internados no Hospital Regional.
Delegacia de Polícia Civil de Vilhena irá investigar o caso.

direção do Hospital Regional de Vilhena(RO), no Cone Sul, procurou a Delegacia de Polícia Civil na manhã deste sábado (29) para denunciar um homem que estaria tendo acesso a informações sigilosas sobre a unidade de saúde e se passando por médico na tentativa de extorquir, via telefone, familiares de pacientes internados. Até o momento, o suspeito não foi identificado. O Setor de Investigação da Polícia Civil (Sevic) irá investigar o caso.

Segundo a diretora geral do hospital, Sandra do Nascimento, o golpista estaria se aproveitando da fragilidade emocional de parentes de pessoas internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para conseguir dinheiro. O método usado é sempre o mesmo: ele liga para quem tem um parente internado e, com muita lábia, convence a vítima a fazer um depósito emergencial para custear exames ou a compra de remédios urgentes.

“Além de utilizar nomes de profissionais que atuam no hospital, o estelionatário mostra que conhece a nossa rotina e chega até informar qual leito o paciente está internado e o nome completo dele. Viemos pedir ajuda a polícia para descobrir a identidade desse criminoso e saber como ele está conseguindo ter acesso a esses dados”, disse a diretora.

A autoridade informou que não há relato de familiares que tenham caído no golpe ainda, pois sempre procuram a unidade de saúde para averiguar as informações recebidas pelo golpista. “Queremos alertar a população que em nenhum momento nossos profissionais vão solicitar esse tipo de coisa e qualquer contato que fazemos é feito pessoalmente e não por telefone”, explicou Nascimento.

Depoimento
Sirlei Therezinha Binotto Grevetti, de 63 anos, conta que quase foi vítima da fraude. A mãe dela está internada há alguns dias na UTI devido a um acidente vascular cerebral (AVC). Na madrugada deste sábado recebeu a ligação de um homem com um sotaque diferente. Ele alegou ser um médico do Hospital Regional.

“O sujeito disse que haviam feito um exame na minha mãe e diagnosticaram indícios de um câncer no pulmão. Que já tinham solicitado uma tomografia 3D, mas o Estado liberou realizar o procedimento apenas na quarta-feira. Disse que se esperássemos até lá, poderia ser tarde demais e falou que a tomografia poderia ser feita no particular. Porém, o procedimento custaria R$1.280”, lembrou.

Em seguida, o sujeito pediu para que ela depositasse a quantia do exame em uma conta bancária e posteriormente enviasse o comprovante e documentos pessoais para uma funcionária do Hospital Regional que não existia.

“Ele falou com tanta propriedade, deu tanto detalhes na ligação que, em nenhum momento, sinceramente, eu desconfiei que não fosse um médico. Quando contei sobre a ligação para a minha filha é que lembramos que o verdadeiro médico a qual ele se referia não tinha sotaque e estranhamos que DDD fosse do Mato Grosso. Então, decidimos procurar o hospital antes de fazer o depósito”, disse Grevetti.

Na unidade de saúde, a mulher encontrou outra família que também havia recebido o mesmo telefonema e que procuraram o hospital para confirmar o que havia sido informado no telefonema. A direção do hospital conversou com as famílias e junto com o médico verdadeiro, registraram um boletim de ocorrência.

Fonte: (Aline LopesDo G1 Vilhena e Cone Sul)

(Foto: Andréia Machado/G1)

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