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Apenas 30% dos homens buscam saúde preventiva no SUS; em Rondônia, governo debate tema em encontro na capital

Apenas 30% dos homens buscam orientação médica, fazem exames preventivos de doenças autoimunes e procuram as unidades básicas de Saúde (UBS), sem serem levados. Os dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) são confirmados pelos números do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), responsável pela formatação de dados e pesquisas do Ministério da Saúde (MS).

Os números apontam, que diferente do que pensa a maioria da população, as causas de morte mais comuns entre os homens são: infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), doenças causadas pela falta de controle da pressão arterial e diabetes, principais responsáveis por problemas cardiovasculares. A falta de prevenção faz com que os homens, segundo dados do Ministério da Saúde, vivam sete anos menos que as mulheres.

A pesquisa tem como base pessoas com idades entre 19 e 59 anos. O tratamento para o controle de colesterol, glicemia e triglicerídeos é oferecido gratuitamente pela atenção básica da maioria das cidades de Rondônia, através do SUS.

Como causas externas, a pesquisa aponta que de cada dez homens que morrem, oito são vítimas de acidentes de trânsito, provocados por imprudência ou pela combinação letal de álcool e volante, segundo os números do Datasus para todo País.

Para mudar esses números alarmantes, o governo de Rondônia, por meio da Coordenação Estadual de Atenção Integral de Saúde do Homem, setor ligado à Gerência de Programas Estratégias de Saúde (GPES), abre nesta terça-feira (25), às 8h30, em Porto Velho, o Encontro Estadual de Coordenadores de Saúde do Homem, simultaneamente, ao I Simpósio de Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva do Homem.

“Serão realizadas oficinas com o objetivo de avaliar as ações e investimentos já realizados por municípios de Rondônia, além de capacitar novas cidades do estado para iniciar o trabalho a partir de janeiro de 2017”, explicou Cremilda Queiroz da Cruz, coordenadora estadual do Programa de Atenção Integral de Saúde do Homem, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Cremilda afirmou que uma das metas do encontro é fortalecer e ampliar as ações do governo e prefeituras na Política Nacional em Saúde do Homem, bem como, na legislação estadual, que elegem o mês de novembro como de dedicação exclusiva ao desenvolvimento de ações que tenham como objetivo derrubar os índices precários em relação à saúde do homem em todo o País, durante as atividades realizadas no chamado “Novembro Azul”.

De acordo com Cremilda Queiroz, a expectativa do governo é formatar uma política unificada de atenção à saúde do homem em todas as cidades de Rondônia. As ações incluem desde campanhas setorizadas sobre a importância do homem buscar a prevenção a criação grupos de agentes comunitários voltados somente à saúde do homem. O assunto está na pauta central das discussões que começam nesta terça-feira (25) e encerram na quarta-feira (26).

NOVEMBRO AZUL
Segundo Cremilda Queiroz da Cruz, o encontro faz uma antecipação da pauta de ações do governo, em parceria com as prefeituras, que serão realizadas em novembro. Ela explicou que no Brasil e no mundo novembro tornou-se um mês emblemático para a saúde do homem devido a um conjunto de iniciativas que ficou conhecido como “Novembro Azul”.

De acordo com a coordenadora, este movimento teve origem, em 2003, na Austrália, e desde então, diferentes estratégias de conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce de doenças que atingem à população masculina (principalmente as mais prevalentes) são realizadas por diversas instituições.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde é a favor da abordagem integral da saúde dos homens, e recomenda aos gestores estaduais e municipais medidas para programar e avaliar ações intersetoriais e interinstitucionais locais de promoção à saúde e prevenção aos agravos, baseadas em evidências que demonstram ser efetivas na redução dos mesmos, melhorando a qualidade de vida desta população.

O MS tem como meta, também, promover capacitação técnica dos profissionais da atenção básica visando orientar homens sobre a sintomatologia do câncer de próstata, como sintomas urinários, em parceria com serviços de saúde e instituições de ensino, de acordo com a Política Nacional de Educação Permanente.

CÂNCER DE PRÓSTATA
Após a instituição da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), por meio da Portaria nº 1.944, de 27 de agosto de 2009, que abriga homens de 20 a 59 anos, outras necessidades e peculiaridades relacionadas à saúde do homem foram sendo detectadas, algumas resultando em índices de morbimortalidade até mesmo maiores que os índices do câncer de próstata, foco até então da campanha. Ou seja, a morte da maioria das mortes é causada por doenças que poderiam ser evitadas, caso o homem tivesse a cultura de buscar tratamento preventivo, conforme Cremilda.

Questões socioculturais, como as construções das masculinidades e a perspectiva relacional de gênero, também foram sendo problematizadas, e as consequências disto, não só para a saúde masculina, como para a saúde de toda a população, emergiram como determinantes sociais da saúde, passíveis de serem melhor investigadas e trabalhadas nas políticas de saúde, relata a coordenadora.

COISA DE HOMEM
Cremilda Queiroz disse que a Coordenação Nacional de Saúde do Homem(CNSH) /DAPES/SAS – para o Novembro Azul, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida e com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), vai abordar saúde integral do homem em todas as suas especificidades, e não somente focada no câncer de próstata.

Para este ano, foi proposta uma campanha para estimular o autoexame nos homens, por meio do slogan “Autoexame é coisa de homem!”, fomentando, por um lado, o autocuidado na população masculina e, por outro, o diagnóstico de outras duas patologias que geram consequências bastante devastadoras na vida destes homens: o câncer de testículo e o câncer de pênis. Outras afecções e agravos que podem atingir os órgãos genitais dos homens também podem ser observados com o autoexame, como lesões de infecção por sífilis, HPV, entre outras.


Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom – Governo de Rondônia.

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